CÂMARA MUNICIPAL DE BRAÚNA


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História
Braúna surgiu do desbravamento das matas entre os ribeirões Promissão e Grande e o rio Aguapeí, cortado ao norte pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. O início do povoamento deu-se no fim da década de 1920, quando o agrimensor Adolfo Hecht fez a demarcação das terras e o traçado das ruas.O topônimo Braúna é de origem tupi, “ybyrá-una”, que significa “madeira-preta”, uma grande árvore da família das leguminosas, de madeira escura e muito dura.

As terras férteis propiciaram o desenvolvimento das lavouras e o progresso da povoação que passou a Distrito de Paz do Município de Glicério, 1928 em 1953 Braúna ganhou foros de Município.

GENTÍLICOS: BRAUNENSE

FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

Distrito criado com a denominação de Braúna, por Lei Estadual nº 2283, de 17 de setembro de 1928, no Município de Glicério.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Distrito de Braúna figura no Município de Glicério. Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e de 31-XII-1937, o Distrito de Braúna é apenas judiciário e figura no Município de Glicério, pertencente ao termo judiciário de Penápolis, da mesma comarca de Penápolis.

No quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Distrito de Braúna permanece no Município de Glicério, pertencente ao termo judiciário de Penápolis, da comarca de Penápolis.

No quadro fixado, pelo Decreto Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o Distrito de Braúna permanece no Município de Glicério, assim figurando no quadro fixado, pelo Decreto lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, para vigorar em 194-1948, bem como no fixado pela Lei Estadual nº 233, de 24-XII-1948 para vigorar em 1949-1953.

Elevado a categoria de município com a denominação de Braúna, por Lei Estadual nº 2456, de 30 de dezembro de 1953, desmembrado de Glicério. Constituído de 2 Distritos: Braúna e Luiziânia. Sua instalação se verificou no dia 01 de Janeiro de 1955.

Fixado o quadro territorial para vigorar em 1954-1958, o município é constituído de 2 Distritos: Braúna e Luiziânia. Lei Estadual nº 5285, de 18 de fevereiro de 1959, desmembra do Município de Braúna o Distrito de Luiziânia. Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído do Distrito Sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

FATOS HISTÓRICOS

Em 15 de Outubro de 1908, Adolpho Hecht, no cartório do 1º ofício da cidade de São José do Rio Preto-SP, Sob Escritura Pública transcrita sob nº 1051, faz o registro de uma gleba de terras que adquiriu na margem esquerda do córrego Água Limpa, afluente do Rio Tiête. Logo após, por volta 1910/12 Adolpho Hecht mediu 20 alqueires localizados ás margens direita do córrego Macuco e esquerda do córrego Água Limpa. Adolpho Hecht queria então que nessa área formasse uma vila e quis que a mesma denominasse BRAUNAU, o mesmo nome de sua terra natal, e assim foi denominada. Vieram então seus primeiros habitantes por volta de 1913/14; começaram então as construções das primeiras choças que eram de pau a pique, cobertas de sapé ou mesmo de capim.

Os primeiros moradores foram: Antonio Nunes, Ramon Chacon, José Chacon, João Bartimann, André Rull, Manoel Verdú, Antenor Jacobson, Domingos Espanhol, Capito, Joaquim Bernardo do Amaral e outros que futuramente poremos nesta história. Em 1921, a vila de Braúnau, já constava com 263 datas de 20x40 e várias chácaras demarcadas, limitadas e com respectivos proprietários, mas poucas com benfeitorias. Em 1924 com a instalação de uma serraria pela firma Ramos da Silva & Irmãos, Braúnau teve um bom impulso pois para cá vieram muitas famílias para trabalharem na indústria da madeira que era farta nesta região. Em 30 de Dezembro de 1925, pela lei Estadual nº 2114 foi criado o Município de Glicério e então o patrimônio de Braúnau ficou pertencendo a Glicério, Município recém criado. Em 1928, quando Braúnau em 17 de Setembro pela lei Estadual nº 2283 foi elevada a categoria de Distrito de Paz, tiraram então a letra U do final do nome passando a chamar-se BRAÚNA, qua permanece até hoje.

Braúna permaneceu Distrito até 30 de Dezembro de 1953, que pela lei Estadual nº 2456 passou a ser Município, que tendo eleições em 03 de Outubro de 1954 e elegendo seu primeiro Prefeito o Sr. José Ramos da Silva, que tomou posse em 1º de Janeiro de 1955. Acelerando o progresso de Braúna em 1957, foi instalado a Energia Elétrica da C.P.F.L., em 1962 foi instalado o serviço de Água encanada, em 1965 os telefones, e em 1985 o esgoto sanitário e outros melhoramentos que poderão ser incluídos mais tarde neste histórico.

Fonte: Divaldo Braz Ramos (in memorian).

História do Padroeiro do Município – São Sebastião.

São Sebastião
A Igreja de São Sebastião de Braúna, teve início na década de 20, com a chegada dos Freis capuchinhos para a região de Penápolis. (Eles chegaram a Penápolis em 1908).

Eles iniciaram seus trabalhos nas cidades de Avai, Pirajuí, Abulquerque Lins, Engenheiro Lughi(Promissão), Miguel Calmom(Avanhandava), Presidente Pena (Penápolis), General Glicério, Birigui e Araçatuba.

No ano de 1922, começaram a celebrar missas no bairro do Bonito, Saltinho, Peroval hoje Perobal e no povoado de Braunau hoje Braúna. Em 17/06/1922 foram realizados no Perobal, 5 batizados por frei Gabriel de Taubaté.

Que no dia seguinte 18/06/1922 veio a Braunau e fez 08 batizados que são os primeiros que se tem registro no livro 06, página 60, verso do Santuário de São Francisco de Assis em Penápolis. Foram realizados em Braúna Batizados pela segunda vez por Frei Bernardo em 14/02/1923 e aqui foram feitos 09 batismos, no dia seguinte 15/02/1923, foi para o Perobal e lá foram feitos 07 Batizados.

Em meados do ano de 1922 o povo católico da região de Braúna deu então início a construção de uma pequena capela de tijolos aqui no largo, pois antes só havia um cruzeiro onde os freis capuchinhos de Penápolis rezavam a santa missa. A capela só fica pronta no início de 1924 e os Srs. Manoel Verdú, Joaquim Bernardo, Antônio Nunes, senhoras e demais membros da comunidade da época escolheram São Sebastião para padroeiro de nossa cidade.

Dona Maria J. B. Martins, esposa do Sr. Avelino Martins, (administrador da Fazenda Vale Formoso, distante daqui a 6 km) fez a doação da imagem do padroeiro, e numa procissão que de manhã da fazenda Vale Formoso, passando pela Fazenda do Sr. Antônio Nunes, aqui chegaram e os esperavam católicos de Glicério, de Penápolis e demais localidades ao redor e também Frei Bernardo que celebrou a Santa Missa pela primeira vez na capela.

A primeira imagem de São Sebastião com o tempo se quebrou e foi substituída por outra de tamanho maior. Hoje a antiga imagem encontra-se em Nova Mamoré Estado de Rondônia com o Sr. Davi, filho da Sra. Joelita.

Na década de 30 começaram então a construção da nova capela não mais Braúnau mas sim Braúna que teve seu nome mudado em 1928. Essa nova capela que terminou sua torre só após o ano de 1946 foi capela até o início de 1968. Em 20/01/1968 Dom Pedro Paulo Koop digníssimo Bispo de Lins desmembrou a capela de São Sebastião de Braúna da Matriz de Santa Terezinha de Glicério; passando assim Braúna tendo a sua Matriz. Estive com o Sr. Bispo antes deste acontecimento e ele me explicou que não foi possível ser feito isto antes por falta de sacerdotes, mas que na África exatamente em Moçambique o governo agora tinha saído do domínio Português expulsou de lá vários padres entre eles muitos Holandeses da Congregação de São Luiz de Monfort; e como o Sr. Bispo sendo de origem Holandesa e tendo os padres Monfortinos sua sede aqui no Brasil exatamente em Perus-SP, trouxe para cá um deles Pe. João Antônio Obendorf o qual tive a honra de busca-lo em fevereiro de 1968. No dia 18 de Fevereiro com a presença marcante do Sr. Bispo Dom Paulo Koop foi então empossado o primeiro vigário residente para a paróquia de São Sebastião de Braúna e passaram a pertencer a esta paróquia as capelas da Água Limpa da Mata, Guaporanga, Bonito, Perobal, Perobalzinho, Icatú e comunidade de Macucos.
Fonte: Divaldo Braz Ramos (in memorian).


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